quinta-feira, 24 de maio de 2012

RESENHA: "DUAS VIDAS,DOIS DESTINOS" de KATHERINE PATERSON

                                                                     



TÍTULO: Duas Vidas, Dois Destinos.
AUTORA: Katherine Paterson.
GÊNERO: Ficção.
EDITORA: Salamandra.


Duas vidas, dois destinos é um livro que trata da passagem infância, adolescência, idade adulta. E Katherine Paterson, nesta obra publicada originalmente em 1980 e bem traduzida para o português por Ana Maria Machado, faz isso de maneira envolvente, despertando a sensibilidade do jovem leitor e uma reflexão sobre seu próprio amadurecimento.

Uma aldeia de pescadores na baía de Chesapeake, leste dos Estados Unidos, é o ambiente em que se desenrola a história de Sara Louise, uma menina cuja irmã gêmea é o centro das atenções da família e da pequena comunidade metodista da ilha Rass. Do ponto de vista de Wheeze, apelido pelo qual é conhecida e que não lhe agrada nem um pouco, sua irmã Caroline teria recebido sempre maior dedicação, mais mimos. Tendo nascido alguns minutos após Sara Louise, acreditou-se que não sobreviveria, o que teria feito a família com se interessar mais por ela. Isto, é claro, só aumenta a ansiedade, as angústias e a insegurança da protagonista.

Ao contrário de Caroline, feminina, suave, cantora talentosa e segura de si – e talvez para escapar de uma possível comparação –, Sara Louise passa o tempo pescando caranguejos e siris com seu amigo Call ou com o pai. “Call e eu fazíamos uma dupla e tanto. Com treze anos, eu era alta, tinha ossos largos, e vivia cheia de sonhos de beleza e romance. Ele, com catorze, era atarracado, usava óculos e não podia ser menos sentimental.” É justamente desse conflito entre duas personalidades tão diferentes que surgem os diálogos mais interessantes do livro, que conferem à obra certa suavidade, apesar das angústias da protagonista, aumentadas pela presença muitas vezes cruel de sua avó.

O livro mostra o amadurecimento pessoal e o despertar da sexualidade em Sara Louise, e aborda bem os conflitos da menina, inteligente e sempre questionadora, com a religião metodista, sem simplificações ou estereótipos.

A vida da protagonista começa a mudar quando sua irmã abandona a ilha para estudar música. É nesse momento que Sara Louise, vendo o exemplo de Caroline e indignada com o destino monótono da mãe, é levada a repensar seus sonhos e valorizar mais a si mesma. Até que, literalmente, uma palavra dita por sua mãe a libertará de todas as amarras, fazendo-a trilhar um caminho que ela jamais imaginara ser possível para Wheeze.

A tradução de Ana Maria Machado, também consultora da edição brasileira, recebeu o prêmio Astrid Lindgren de 2006 e o romance foi vencedor da medalha John Newbery em 1981, concedida anualmente pela Divisão Infantil da Associação de Bibliotecas Americanas (EUA).

Reconhecimento mais que merecido a uma história sensível, profunda e emocionante, que não faz recomendações ou julgamentos e, em momento nenhum, subestima capacidade do jovem de desfrutar o que a ficção literária tem de melhor.

Fonte(s):





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=)

By:Marie-Vampi!!!

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